Parasitas Assassinos

terça-feira, 14 de setembro de 2010 , Postado por Tatiana C. Mendes em 16:20

Acanthamoeba

A acanthamoeba é uma causa importante de infecção nos olhos de usuários de lentes de contato, sendo que os usuários de lentes gelatinosas estão sob maior risco. Essa infecção pode levar à ceratite, ou seja, inflamação da córnea, que pode ser muito dolorosa, de difícil tratamento e pode eventualmente causar cegueira. A higiene inadequada das lentes de contato é considerada o principal fator de risco.

A acanthamoeba é um organismo unicelular com dois estágios de vida: trofozoíta e cisto. A solução de limpeza deve ser capaz de eliminar ambos os tipos.

Os usuários de lentes de contato devem escolher a solução de limpeza com cuidado e adotar precauções adicionais para evitar a contaminação com organismos tais como microondas, fervura ou renovar freqüentemente o estojo das lentes de contato.

Percevejo

Os percevejos assassinos pertencem à família Reduviidae e são fenomenais predadores de pequenas criaturas. Algumas espécies apresentam as patas anteriores de grande tamanho com o propósito de envolver a presa para em seguida apertá-la com as peças bucais curvas e afiadas. Depois de morta, a presa é literalmente chupada - mais ou menos como chupamos Coca-Cola com canudo.

Mosca-do-Berne

As moscas-do-berne pertencem a família Cuterebridae e a espécie mais comum é a Dermatobia hominis, que causa no homem e outros animais míiases. A produção de leite e carne é reduzida pelo ataque desta mosca e a indústria do couro é prejudicada, pois o couro dos animais infestados fica depreciado. 

Curiosamente a mosca-do-berne deposita os ovos no corpo de outros insetos, especialmente outras moscas. A Dermatobia freqüenta cavalos e bovinos, que por sua vez, são muito visitados por uma infinidade de outros dípteros. Dermatobia captura, durante o vôo, os outros dípteros com as pernas, enquanto deposita os ovos sobre seu abdome. As larvas se desenvolvem cerca de uma semana após a postura e permanecem no interior do ovo até que o díptero que carrega os ovos, denominado díptero forético, pouse sobre um vertebrado de sangue quente. Então elas abandonam os ovos e passam à pele, onde penetram em 5 a 10 minutos.

Muitos mamíferos são mais suscetíveis ao ataque do berne, especialmente o boi e o cão. O homem é freqüentemente infestado em várias regiões do país. A larva se alimenta de secreção purulenta da ferida. A infecção ocasionada é denominada miíase e pode ser cutâneo-traumática (que ataca a pele) e a nasofaringeana (que ocorre nas vias aéreas). A segunda tem maior probabilidade de ser fatal, podendo matar um animal de grande porte.





Leishmânia

As leishmânia são protozoários parasitas de células fagocitárias de mamíferos, especialmente de macrófagos. São capazes de resistir à destruição após a fagocitose. As formas promastigotas (infecciosas) são alongadas e possuem um flagelo locomotor anterior, que utilizam nas fases extracelulares do seu ciclo de vida. O amastigota (intra-celular) não tem flagelo.

No Brasil existem atualmente 6 espécies de Leishmania responsáveis pela doença humana, e mais de 200 espécies de flebotomíneos implicados em sua transmissão. Trata-se de uma doença que acompanha o homem desde tempos remotos e que tem apresentado, nos últimos 20 anos, um aumento do número de casos e ampliação de sua ocorrência geográfica, sendo encontrada atualmente em todos os Estados brasileiros, sob diferentes perfis epidemiológicos.

Estima-se que, entre 1985 e 2003, ocorreram 523.975 casos autóctones, a sua maior parte nas regiões Nordeste e Norte do Brasil. Em Portugal existe principalmente a leishmaniose visceral e alguns casos (muito raros) de leishmaniose cutânea. Esta raridade é relativa, visto na realidade o que ocorre é uma subnotificação dos casos de leishmaniose cutânea. Uma razão para esta subnotificação é o fato de a maioria dos casos de leishmaniose cutânea humana serem autolimitados, embora possam demorar até vários meses a resolverem-se. 

As leishmânias são transmitidas pelos insetos fêmeas dos gêneros Phlebotomus (Velho Mundo) ou Lutzomyia (Novo Mundo). A leishmaniose também pode afetar o cão ou a raposa, que são considerados os reservatórios da doença,

Paragonimus Westermani

Paragonimus westermani é um verme achatado, parasita do filo Platyhelminthes classeTrematoda. É endémico na Ásia. Os caracóis do género Oncomelania os caranguejos de água doce e os suínos são essenciais nociclo de vida deste parasita. A infecção por P. westermani é uma doença séria, denominadaparagonimíase (que também pode ser causada por outras espécies do género Paragonimus), que afecta geralmente os pulmões, mas que pode afectar também o cérebro ou o abdômen.

Ameba

As amebas, freqüentemente chamadas de rizópodes, são protozoários bastante familiares aos leigos, e distinguem-se dos outros sarcodinos por não apresentarem em nenhuma fase de seu desenvolvimento flagelos. São encontradas nos vários ambientes aquáticos e no solo, ou outros ambientes úmidos.

Sua forma pode ser bastante variável, e muitas vezes indeterminada, já que seu corpo gelatinoso assume formas diversas, em alguns casos. Várias espécies de ameba de água doce, de solos úmidos ou de musgos, possuem carapaças, sendo denominadas de tecamebas.

Em geral, as amebas alimentam-se de bactérias, diatomáceas, algas, rotíferos e outros protozoários, porém há espécies parasitas. Entre as amebas parasitas pode-se citar a Entamoeba histolytica que, espalhando-se através de alimentos e água contaminados, provoca a disenteria nos seres humanos. Em nenhuma espécie de amebas ocorre a produção de gametas. A reprodução é assexuada, por divisão celular mitótica.

Currently have 16 Opiniões (Dê a sua!):

  1. Ana Luana says:

    Uau! Fantástico!

    Agregue Links também nesta Rede Social:

    http://migre.me/1hPvF

  1. Anônimo says:

    tem q explica o que acontece nas pessoas essas doenças

  1. Anônimo says:

    First! (And only....Ha!)

  1. Glauco says:

    Interessante todas essas infecções parasitárias. E estranho como a humanidade evoluiu tanto e continua bem vulnerável à isso.

  1. lolTUGAlol says:

    nao deve ser brincadeira ter uma cena destas no corpo.nhaca.

  1. Anônimo says:

    nossa que bichinhos nervosos esses...

  1. william says:

    vcs se esqueceram de falar do políticos DOS POLÍTICOS...esta praga que assola o mundo nos sugando de todo o jeito

  1. ajgmvet says:

    Stomoxys calcitrans é conhecida como mosca dos estábulos,que pode servir de vetor para a mosca do berne , cujo nome científico é Dermatobia homnis .

  1. Liu Castelly says:

    Nossa muito legal esse post, gostei de conhecer os monstrinhos em imegens ampliadas.

    Visite meu blog tbm viu, Bjs...

  1. Mayara says:

    Correção: a mosca do berne é a Dermatobia hoiminis. A Stomoxys calcitrans é a mosca dos estábulos e não é a mesma coisa. A mosca do berne não é cosmopolita, tem aparelho bucal atrofiado e não alongado, por isso não pica. Axo que você misturou aí algumas espécies de moscas. =)

  1. Anônimo says:

    É. Legal :)

  1. Anônimo says:

    Eita gostei muito, fantastico
    se nao for pedir muito agrege meu link tbm...
    vinicius-sgarabotto.webnode.com.br

  1. Anônimo says:

    deu ate medo kkkk

  1. Seus posts são demais, seu link já foi publicado.
    Boa semana! Seu link já foi publicado.
    Obrigado por nos prestigiar.
    Atenciosamente.
    Antoani/Equipe Link Premiado
    http://www.linkpremiado.com.br

  1. Anônimo says:

    Conheço um carinha que é o maior parasita, o cara ñ trabalha e quer tudo na mão...

  1. Anônimo says:

    entao,achei nota 10,pena que estou com diagnostico possitivo de amebiase ,ainda vou iniciar o tatamento da mesma,estou quase louco,tiago/love/bh

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